De acordo com o Conselho Federal de Medicina e a Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbárica (SBMH), o uso de Oxigenoterapia Hiperbárica é indicado para:

Lesões Refratárias:

  • Úlceras de pele;
  • Pé diabético;
  • Escaras de decúbito;
  • Deiscências de suturas;
  • Úlcera por vasculites auto-imunes;

Osteomelites;

Isquemias agudas traumáticas:

  • Lesão por esmagamento;
  • Sindrome Compartimental;
  • Reimplantação de extremidades amputadas;

Doença Descompressiva;

Embolias gasosas;

Infecções Necrotizantes de Tecidos Moles:

  • Celulites;
  • Fasciítes e Miosites;
  • Síndrome de Fournier;
  • Doença de Chron;
  • Gangrena Gasosa;

Lesões por radiações:

  • Radiotermite;
  • Osteorradionecrose;
  • Lesões actinicas de mucosas;

Queimaduras térmicas e elétricas;

Retalhos ou enxertos comprometidos ou de risco;

Anemia aguda, nos casos de impossibilidade de transfusão sanguínea;

Vasculite:

  • Agudas ou de etiologia alérgica;
  • Medicamentosa;
  • Por toxinas biológicas (aracnídeos, ofídios e insetos);

Envenenamento:

  • Por monóxido de carbono;
  • Por cianeto ou derivados cianídricos;

Indicações Detalhadas

Cirurgia Geral e Gastroenterológica


1. Queimaduras térmicas, elétricas e químicas;

2. Ferimentos de difícil cicatrização;

3. Enxertos e retalhos comprometidos ou de risco;

4. Celulites, fasciítes e miosites, após cirurgia plásticas reparadoras e estéticas (mamas, abdômen e lipoaspiração);

5. Infecções necrosantes de tecidos moles após procedimentos invasivos estéticos (como injeção ou aplicação de produtos biológicos autólogos, produtos sintéticos e semi-sintéticos para preenchimentos);

6. Deiscências de cirurgias comprometendo o resultado estético;

7. Pacientes com alto risco de complicação (diabéticos, tabagistas e etc.) objetivando prevenir o sofrimento tecidual.

8. Diminuição de edemas e seromas pós-operatório em casos selecionados.

Doenças Vasculares


1. Doenças arteriais obstrutivas periféricas com feridas isquêmicas;

2. Arteriopatias inflamatórias: tromboangeites obliterantes, arterites por colagenoses, e arterites infecciosas;

3. Pé diabético;

4. Úlceras venosas;

5. Linfangite associadas a lesões cutâneas.

Feridas


1. Infecções refratárias/bactérias multi-resistentes:

2. Locais nobres e/ou de riscos: face, pescoço, períneo, genitália, mãos e pés;

3. Perda de enxerto ou retalho prévio;

4. Fundo pálido (isquêmico);

5. Osteomielite associada;

6. Possibilidade de amputação;

7. Presença de fístula;

8. Ausência de sinais de cicatrização.

Infecções


1. Infecções bacterianas de partes moles: aeróbias e anaeróbias, abscedantes e/ou necrosantes (ex: impetigo disseminado, piodermite gangrenosa, piomiosite, etc.);

2. Erisipela;

3. Micoses invasivas (Actinomicose, Mucormicose, etc);

4. Osteomielites primárias com má resposta ao tratamento;

5. Hanseníase em casos selecionados;

6. Otites médias, externas e mastoidites de evolução crônica, otite externa maligna;

7. Epidermólise bolhosa;

8. Infecções bacterianas secundárias a doenças virais (varicela, herpes zoster).

Lesões Actínicas


1. Infecções bacterianas de partes moles: aeróbias e anaeróbias, abscedantes e/ou necrosantes (ex: impetigo disseminado, piodermite gangrenosa, piomiosite, etc.);

2. Erisipela;

3. Micoses invasivas (Actinomicose, Mucormicose, etc);

4. Osteomielites primárias com má resposta ao tratamento;

5. Hanseníase em casos selecionados;

6. Otites médias, externas e mastoidites de evolução crônica, otite externa maligna;

7. Epidermólise bolhosa;

8. Infecções bacterianas secundárias a doenças virais (varicela, herpes zoster).

Ortopedia


1. Fraturas expostas em casos selecionados;

2. Osteomielites hematogênicas, pós cirúrgicas e pós fraturas;

3. Artrites sépticas;

4. Pseudartrose com ou sem infecção;

5. Cirurgia de prótese infectada;

6. Cirurgia ortopédica infectada;

7. Necrose asséptica de cabeça de fêmur

Traumas


1.Traumas isquêmicos de extremidades (esmagamentos, desenluvamentos, fraturas expostas, perdas de substancias, rupturas de vasos e Síndrome Compartimental);

2. Traumas em locais previamente comprometidos (áreas necróticas, isquêmicas, irradiadas, etc.);

3. Traumas em áreas nobres: face, pescoço, mamas, períneo, genitália, mãos e pés;

4. Traumas com infecção secundária;

5. Progressão por lesões traumáticas iniciais

6. Lesões por abrasão de pele

7. Acidentes por agentes biológicos (mordedura de animais – aranhas, cobras e insetos, etc.);

8. Pneumoencéfalo e pneumocrânio.